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| Assaltos devem ser registrados | capa | |||||
| É necessária a colaboração efetiva dos postos nesse sentido
Sempre que for vítima de assalto, o revendedor de combustível deve registrar ocorrência na delegacia. Este é o pedido do grupo especial de trabalho, criado pela Secretaria Estadual da Justiça e da Segurança (SJS), com vários órgãos públicos e o Sulpetro, para debater alternativas que evitem as ações de bandidos, contra os estabelecimentos, na Região Metropolitana de Porto Alegre. | ||||||
Nas duas primeiras reuniões, no Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual, nos dias 25 de junho e 10 de julho, o grupo teve, como referência para definir as ações, pesquisa sobre assaltos a postos feita pelo Sindicato e o número de ocorrências que constam nos relatórios da Polícia Civil. “Em geral, os revendedores vão à delegacia quando há agressão física”, disse o vice-presidente do Sulpetro, Adão Oliveira da Silva. O coordenador do grupo de trabalho e chefe de gabinete da SJS, Ronaldo Napoleão, ressalta que o registro da ocorrência é fundamental para traçar o perfil dos assaltantes, como estão agindo e qual região está mais vulnerável. “É importante termos dados precisos da realidade para que seja elaborado um plano de ação o mais eficiente possível”, ressalta Napoleão. Uma das primeiras medidas definidas pelo grupo será reforçar o policiamento militar, nas áreas onde as revendas sofrem constantes ataques de bandidos. “A idéia é aproximar-se dos donos e funcionários dos postos, ter conhecimento da sua rotina, e estar presente nos horários de maior movimentação de dinheiro”, explica o comandante do Estado-Maior do Comando de Policiamento da Capital da Brigada Militar, tenente-coronel, José Carlos de Moura.
Cuidados que ajudam O diretor do departamento de Polícia Metropolitana de Porto Alegre, delegado de polícia Paulo Cesar Jardim, recomenda aos proprietários de postos que busquem orientação no momento de contratar um novo funcionário. “Autorizamos os delegados da Região Metropolitana de Porto Alegre a esclarecer dúvidas de revendedores na admissão de empregados”, informa Jardim. Aspecto importante é evitar o acúmulo de dinheiro na empresa. O sub-comandante do Comando de Policiamento da Capital, da Brigada Militar, tenente-coronel José Carlos de Moura, adverte para que não seja estabelecida uma rotina. “Mude o horário de fechamento do caixa e crie trajetos alternativos quando tiver que se deslocar com grandes cifras, invista em equipamentos de segurança, e quando notar alguma situação suspeita, comunique imediatamente à Brigada Militar”, sugere Moura. O delegado Jardim aconselha ainda que sejam colocados cartazes, em locais visíveis, informando a existência de cofres boca-de-lobo e câmeras filmadoras. “Esse tipo de mecanismo inibe a ação dos bandidos”, avisa o delegado. | ||||||
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