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Educação em primeiro lugar Personagem do mês
 
Após o primeiro semestre dos novos governos estadual e federal, o professor e advogado Celso Bernardi fala sobre o momento político atual, com a experiência de dez anos à frente do Partido Progressista, quatro candidaturas, duas vitórias e duas derrotas.

Como iniciou a sua vida política?

A minha vida política começou em 1986, quando resolvi, pela primeira vez, disputar um cargo eletivo, concorrendo a deputado estadual. Fui eleito e, em 1990, concorri a deputado federal, também sendo eleito. E depois, em 1994, concorri a governador, sem sucesso. E em 2002, voltei a disputar eleição para governador do Estado. Fui muito bem nas eleições proporcionais e não tão bem nas eleições majoritárias. A eleição é um processo que nós temos de valorizar sempre, agradecer àqueles que confiam o seu voto em nós e dizer que a gente faz o papel do candidato, que é apresentar as suas propostas, o seu plano de governo, as suas prioridades. Mas quem decide são os eleitores.

Como está vendo o momento político atual, em âmbito nacional e estadual?

Muito confuso e preocupante. Acho que nós vivemos uma situação muito suis generis na política nacional, em que um governo se elegeu com um discurso e mudou-o completamente. O governo prometeu um projeto de fortalecimento do setor produtivo, dez milhões de emprego, melhorar a saúde, acabar com a CPMF, romper com o FMI. Todo aquele discurso de campanha não foi cumprido pelo atual governo. Isso preocupa muito.

E não seria pouco tempo apenas oito meses de governo?

Penso que o governo tem que ter estratégias e um projeto de desenvolvimento para que o País possa crescer. Nós temos que ter, principalmente, algumas medidas fortes de governo.Há um juro e uma carga tributária inaceitáveis para o Brasil se desenvolver. E, nesse sentido, o governo nada fez. Está favorecendo, muitas vezes, esses movimentos realmente radicais, desviando a atenção da sociedade com as reformas, que estão sendo propostas e aprovadas de afogadilho, sem estudos mais profundos.

Os postos de combustíveis têm enfrentado o problema da violência com a ocorrência de assaltos. A violência é um problema de educação?

A Secretaria de Segurança tem de buscar soluções para evitar o crescimento da violência. Já os problemas sociais devem ser resolvidos por outras áreas do governo. O governo atual está buscando valorizar os servidores da área de segurança, o que é fundamental. Não se pode melhorar o serviço público sem melhorar a situação dos servidores. Mas nós só poderemos fazer isso com investimentos maciços em educação, melhorando a qualidade de ensino para que as pessoas tenham condições de chegar ao mercado de trabalho, ter acesso a um emprego, permanecer nele e ter sucesso. E tudo isso passa por um processo educacional.

Como político, que mensagem deixa ao revendedor associado ao Sulpetro?

Esse é um momento econômico muito importante. O setor dos combustíveis é uma área bastante complexa, de variações a toda hora, com influência do mercado externo e das políticas externas. O Brasil é muito vulnerável a essas questões todas. E é nessa área, onde qualquer questão que aconteça em âmbito internacional, acaba refletindo aqui. Mas vejo com muita alegria a capacidade que os postos têm de renovar o seu visual, de oferecerem diversos serviços, a exemplo das as lojas de conveniência, de serem uma referência hoje. Por isso, o empreendedorismo, nesse aspecto, está de parabéns. Mas a segurança também é um ponto atingido, sendo um desafio muito grande para o setor.

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