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| Petrobras 50 anos | Palavra do presidente | |||
| Reconheço que sempre gostei de arroubos patrióticos. Sou dos que se emocionam com o Hino Nacional tocado em solenidades. Que se engasgam de emoção com a letra do Hino do Rio Grande do Sul. E que tem que esconder as lágrimas ao ouvir a Canção do Expedicionário. É aquela:
Por mais terras que eu percorra,
não permita Deus que eu morra,
sem que volte para lá.
Sem que leve por divisa.
Esse V que simboliza
a vitória que virá.
Claro que comparto essa característica com muita gente. Passei boa parte de minha juventude lamentando não ter nascido uns 15 anos antes para ter podido fazer parte da UNE e ter participado da Campanha “O Petróleo é Nosso”. Mais tarde, como acontece com quase todos, passei a ser um devoto do equilibrado raciocínio. A pura emoção patriótica arrefeceu, desgastada pelos slogans infelizes da Revolução de 64. Do Brasil, ame-o ou deixe-o. Dos pseudodonos da verdade e monopolistas do patriotismo. Mas, à medida que eu amadurecia, houve sempre algo que se manteve e se reforçou. A paixão infanto-juvenil passou a ser o motivo racional do adulto, e, hoje, a convicção inabalável do maduro. Esse algo é a Petrobras. A Petrobras que, muitas vezes, defendi por orgulho patriótico, no primeiro momento, ou por reconhecer sua eficiência no segundo. Hoje se impõe no meu conceito como imperativo absoluto da soberania nacional. Nos últimos dez anos, ela vem sendo atacada pelos filósofos da globalização, vilipendiada pelo modismo da falsa abertura e roída internamente pelos adeptos convictos ou comprados da privatização. Que Deus a proteja e nós a defendamos. | ||||
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