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50 anos de conquistas Central
A indústria do petróleo nasceu na Pensilvânia, EUA, em 1859.

 
 
Ricardo Maranhão - Engenheiro concursado e aposentado da Petrobras, foi presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras – AEPET, ex-deputado federal. É vereador e líder do PSB na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Graças à descoberta feita por Edwin L. Drake, ao perfurar um poço rudimentar com apenas 21 metros de profundidade. Tem, portanto, essa indústria, mais de 144 anos. No Brasil, a Lei 2004/53 estabelece o Monopólio Estatal do Petróleo, a ser exercido pela União, e cria a Petrobras, atribuindo-lhe a sua execução.

O Brasil produzia 2.700 barris de óleo por dia e gastava milhões de dólares com a importação de derivados, gerando fortes desequilíbrios no Balanço de Pagamentos. Os engenheiros e geólogos existentes eram contados com os dedos das mãos. O País importava tudo.

As universidades brasileiras não formavam técnicos para a indústria nascente. Tecnologias de processos e de produtos eram compradas em pacotes fechados, devido a nossa inexperiência. A produção de lubrificantes dependia, como tudo, do licenciamento de concorrentes estrangeiros.

Em proveitosa articulação com o empresariado, a companhia fez nascer uma pujante e diversificada indústria de bens de capital, capaz de produzir desde os parafusos importados, no passado, até as plataformas e navios de processamento e produção, dos mais sofisticados em todo o mundo.

Assumiu a liderança absoluta na distribuição de derivados, levando a energia fundamental ao nosso desenvolvimento aos rincões mais distantes deste País.

A história da Petrobras é uma história de lutas. Luta incessante pela afirmação da competência do homem brasileiro. É a vitória dos trabalhadores, das empresas de engenharia e das dezenas de universidades que com ela atuam em convênios e contratos de prestação de serviços. É o mérito dos milhares de fornecedores de materiais e equipamentos. É o apoio que nunca lhe faltou do Congresso Nacional. Enfim, é obra de determinação, competência e patriotismo de todos os brasileiros.

Estamos, portanto, em festa. Festa pela consolidação da Petrobras. Festa pelo seu sucesso

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