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| O problema dos cheques sem fundo | Capa | ||||
| A inadimplência incomoda a revenda de combustíveis, e não é de hoje. Ter cheque devolvido por falta de fundo desperdiça tempo, dinheiro e traz desgaste ao proprietário e aos funcionários do posto. Precauções como consultar cheques nem sempre resolvem, e há clientes que compram e depois não têm como pagar. | |||||
Dinarte Rizzon, revendedor da Capital há 32 anos, comenta que a situação está cada vez pior. É uma média de três cheques que retornam por dia, variando entre R$ 80,00 a R$ 100,00. “Para tentarmos nos proteger, estamos utilizando um sistema de consulta de cheques e de autenticidade para as carteiras de identidade”, justifica. Ele lamenta que, muitas vezes, leva de um a dois anos pa-ra reaver os valores, quando consegue. Como solução, ele indica que os bancos deveriam se responsabilizar pelos cheques devolvidos ou sustados. Em postos localizados em rodovias, como o Posto Carreteiro, na BR 116, em Eldorado do Sul, os problemas são, principalmente, com os cheques de outros estados, informa o proprietário Walter Andreazzi Jr. “Muitos dos que abastecem vêm de outras localidades, já que passam aqui pela estrada. E, por isso, tentar resgatar um cheque devolvido de fora não compensa”, revela. Para diminuir as fraudes, ele sugere maior rigor e fiscalização por parte dos bancos, em geral, e do Banco Central, ao permitirem a abertura de contas. Já em cidades pequenas, como em Cerro Largo, a situação é um pou-co diferente. O dono do Auto Pos-to Theobald, Luiz César Theo-bald, informa que a maioria dos clientes são da região, de pequenas propriedades rurais. “As dificuldades, às vezes, são com agricultores maiores, que nos dão cheque pré-datados, mas não conseguem cumprir em função de problemas com a safra”, explica. Ele calcula que a inadimplência chegue a 3% | |||||
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