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TDAH é a nova doença do século da informação Viva melhor
Durante muito tempo, acreditou-se que o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (ou simplesmente TDAH) era um problema de crianças. Achava-se que aquele típico moleque irrequieto se tornaria uma pessoa “normal” tão logo lhe brotassem os primeiros fios de barba.

 
 

Mas o National Comorbidity Survey – Replication, estudo que analisou nove mil americanos ao longo de dois anos, concluiu que o TDAH é um problema de adultos – algo capaz de arruinar a auto-estima, as relações afetivas e principalmente o seu desempenho profissional.

Também conhecido como DDA, o déficit de atenção e hiperatividade é conseqüência de um defeito genético que prejudica o regulamento dos impulsos e filtros de informações que a mente processa. Assim, as pessoas começam a apresentar traços particulares de comportamento, como dificuldade de organização e concentração, impulsividade nas relações pessoais e, em muitos casos, a hiperatividade. Ao todo, 4,4% dos adultos sofrem de TDAH nos Estados Unidos. O índice é considerado bastante alto para os padrões da psiquiatria. E tende a ser igualmente alto em outros países, incluindo-se aí o Brasil. “Isso significa que o TDAH, hoje, é uma das disfunções neurológicas mais comuns entre os adultos e, portanto, uma das mais freqüentes no ambiente de trabalho”, explica o professor Ronald Kessler, do Departamento de Medicina da Universidade de Harvard e principal coordenador do trabalho.

Conforme o levantamento, as pessoas que sofrem desse mal são altamente suscetíveis a outros distúrbios neuropsicológicos – chamados “comorbidades”. A dificuldade de avançar na carreira e os fracassos freqüentes na lida corporativa, por exemplo, fazem com que os portadores tenham seis vezes mais chances de desenvolver algum tipo de comportamento compulsivo, como o vício em jogo ou bulimia. Além disso, eles abusam mais de substâncias como álcool, maconha e cocaína e apresentam o triplo de problemas relacionados à ansiedade, como alergias, urticárias etc. O próprio desempenho no trabalho acaba sendo afetado. Kessler observou que 15,8% do grupo que sofrem com a TDAH passava a maior parte do tempo ausente de seu papel no emprego, na sociedade ou mesmo na família.

Fonte: Revista Amanhã – 28/07/04.

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