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| Desorganização no mercado | capa | ||||
“Os revendedores de combustíveis de hoje são sobreviventes de uma era de horror”. Com esta afirmação, o presidente da Fecombustíveis resumiu o atual momento do setor no País, durante a Expopetro 2004. Luiz Gil Siuffo Pereira referiu-se à abertura de preços do mercado dos combustíveis, no governo Collor, quando cada distribuidora passou a estipular seus valores, não mais sendo regulados pela União. Segundo ele, a gasolina tinha uma tributação que não alcançava 10% e, agora, chega a 58%. “O imposto era menor e os recursos recolhidos eram destinados para a conservação e melhoria das rodovias”, reivindicou. Ele lamentou que as companhias passaram a vender produtos com preços diferentes para alguns postos, inclusive com valores mais reduzidos para aquelas revendas que não têm a mesma bandeira da distribuidora. A entrada do biodiesel no mercado foi outra preocupação apresentada por Siuffo. Ele disse que o setor não é contra o produto, mas que ele pode ser facilmente adulterado, já que é elaborado a partir da plantação de mamona, e seria repassado ao mercado com valores mais baixos. “Uma alíquota zero para estes produtos que se misturam à gasolina seria o ideal”, sugeriu. | |||||
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