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"Poeira no asfalto" prende suspeitos de máfia do combustível Caderno Sulpetro
Após quase dois anos de investigação sobre a máfia dos combustíveis, a Polícia Federal prendeu, no dia 8 de novembro, 42 pessoas nos estados do Rio de Janeiro, integrantes de uma quadrilha que também atua em São Paulo, no Paraná e no Espírito Santo. Ainda há mais 14 mandados de prisão a serem cumpridos

 
 
Segundo a PF, foram presos 16 policiais rodoviários federais e dez servidores públicos do Estado do Rio; quatro fiscais de renda, três fiscais do ambiente, dois policiais civis e um bombeiro. Na casa de um fiscal, foram encontrados R$ 400 mil em dinheiro. Também foram apreendidos documentos, computadores, um Mercedes e um BMW, motocicletas, armas e notas fiscais. Os demais presos são corretores, donos de postos de combustível e funcionários de empresas envolvidas.

O ex-superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal no Rio, Francisco Carlos da Silva, foi preso em sua cobertura. O delegado da Polícia Federal, Cláudio Nogueira, que coordenou a operação “Poeira no asfalto”, disse que Silva foi “o fio da meada” que levou às demais prisões, já que autorizava a liberação de caminhões carregados de combustíveis sem nota fiscal. Ele começou a ser investigado há cerca de dois anos e retraiu-se quando descobriu que seus telefones estavam grampeados. Os suspeitos vão responder pelos crimes de sonegação, corrupção, formação de quadrilha e falsificação.

Cláudio Nogueira disse que as prisões efetuadas desmontam uma das principais quadrilhas especializadas na sonegação de impostos sobre o álcool combustível que atuavam no eixo Rio-São Paulo. A sonegação e fraudes, nesse setor, causam prejuízo de R$ 5 bilhões aos cofres públicos.

Os caminhões eram carregados com álcool em Campos dos Goytacazes (RJ) e em Paulínia (SP) e abasteciam 110 postos no Rio. Para não recolher o ICMS, a suposta quadrilha lançava mão de notas fiscais frias. Outra fraude era o uso de uma mesma nota fiscal para vários carregamentos. Os caminhões também paravam antes de chegarem ao postos de fiscalização estadual e, em seguida, passavam escoltados por policiais rodoviários federais.

Outro elo da quadrilha ficava na Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), onde três fiscais vendiam licenças ambientais para postos de gasolina e distribuidoras de combustíveis.

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