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| Desarticulado esquema de venda ilegal | Capa | |||
| Ministério Público contou com apoio de escutas telefônicas
A Promotoria Criminal do Ministério Público prendeu, no dia 30 de dezembro, um homem de 42 anos proprietário de uma empresa, em Novo Hamburgo, acusado de comercializar combustível adulterado, sonegação fiscal e formação de quadrilha. O produto era vendido para cinco postos da Região Metropolitana, com diferença de R$ 0,40 no preço por litro. | ||||
| Segundo informações levantadas pela operação, realizada juntamente com a Promotoria de Defesa do Consumidor, foram adulterados 1 milhão de litros de combustível, nos cinco meses de investigação. O acusado utilizava os tanques de sua distribuidora, no bairro Rondônia, para produzir o combustível, com fórmula semelhante à da gasolina, mas que não tem especificação na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e que causaria danos aos veículos.
O esquema, desarticulado com o auxílio de escutas telefônicas autorizadas, tinha ramificações na América Latina. Conforme o MP, a quadrilha movimentava 600 mil litros de combustíveis adulterados por mês. A ação descobriu que o industrial comprava na Bolívia e na Argentina o solvente para produzir a gasolina batizada. As escutas telefônicas denunciaram a entrada de dois tanques do produto boliviano no país, no dia 14 de dezembro, com destino a São Paulo. Também foram apreendidos documentos, computadores e uma amostra de produto armazenado em um dos tanques da empresa. O MP apresentou denúncia na 3ª Vara Criminal, em NH, contra cinco envolvidos no esquema de adulteração de combustível. Eles são apontados pelos crimes de fabricação, comercialização, transporte e armazenagem de combustível adulterado, além de formação de quadrilha. | ||||
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