| Anterior | Posto Avançado 176 Abril/2005 | Próximo | |||
| Verticalização | Palavra do Presidente | ||||
| Desde os primórdios da comercialização de combustíveis, a dificuldade sempre foi levar o produto até o consumidor. As monopólicas empresas produtoras do início do século XX extraíam e refinavam, mas tropeçavam em enormes custos para distribuir. O sistema se criou e se aperfeiçoou pelo duro e árduo caminho do empirismo. Experiências, fracassos, experiências melhoradas, etc. | |||||
Sempre foi uma ameaça a atividade de revenda de combustíveis. Sempre foi um sonho, ainda que quando realizado se mostrasse um pesadelo, das companhias distribuidoras. A integração vertical esteve sempre presente. Como conceito e como desiderato. Alguns mais apressados afirmavam que com menor número de intervenientes haveria menores custos e o consumidor pagaria menos. As experiências foram em sua maioria dramáticos fracassos. A verticalização pós 1973 na Europa ocidental, na mão das companhias distribuidoras, quintuplicou o preço a público dos combustíveis. Nos países socialistas do leste europeu, em Cuba, nas experiências de ditaduras esquerdistas de Peru e Equador nos anos 60, a verticalização total e absoluta, na qual o governo fazia distribuição e varejo, após poucos anos resultou em redes ineptas e antifuncionais e em mau atendimento ao público. Os melhores estudos de mercado de combustíveis do Congresso americano indicam que a operação de postos por revendedor tradicional, como o conhecemos, é a forma mais barata e adequada de distribuição varejista. Só ela garante a necessária competição e a imprescindível eficiência em favor do consumidor. Pois o que vemos no horizonte próximo, seja na Europa ou na América Latina, é uma flagrante busca do retorno à verticalização. Verticalização demonstrada historicamente como burra, ineficiente e geradora de maus serviços e preços altos. Já hoje estão presentes os cartões de fidelidade, a operação direta ou por agente, as redes oficiais de postos de serviço (Áustria, Venezuela e Argentina) e o Projeto Cais. Em alguns anos o consumidor estará pagando, além de impostos excessivos e abusivos, também a ineficiência funcional desses sistemas inconsistentes. | |||||
| Anterior | Posto Avançado 176 Abril/2005 | Próximo | |||