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Semelhança européia Capa
Dirigente espanhol fala de problemas do setor

A luta de revendedores de combustíveis por cargas tributárias menores e a instalação de postos em hipermercados atravessa fronteiras.

 
 
"Na Espanha, não há registros de adulteração de combustíveis", considera o secretário-geral da Aevecar (CEEES), Alejandro Moratilla Torregrosa. Segundo ele, a multa mínima, em casos de fraude, é de 300 mil euros.

O secretário-geral da Confederação Européia de Empresários de Combustíveis (CEEES), Alejandro Moratilla Torregrosa, conta que, ao comprar determinado produto, na Espanha, o consumidor terá direito de até 8% de desconto ao abastecer em posto instalado junto ao hipermercado. "Basta comprar verduras, pão ou leite, que o estabelecimento dará um vale para ser usado na revenda", lamenta o dirigente, que esteve visitando a Expo Postos & Conveniência 2005, realizada de 28 a 30 de junho, em São Paulo. Ele avisa que a entidade apresentou denúncia contra o fato no Tribunal de 1ª Instância de Luxemburgo.

Torregrosa explica também que um dos problemas enfrentados pelos empresários espanhóis é a duração dos contratos com as distribuidoras de, no máximo, cinco anos. O prazo foi estipulado pelo Regulamento de Restrições Verticais, firmado em 1999, pela União Européia, e pelas diretrizes desse documento, publicadas no ano seguinte. "O problema é que a renovação do contrato não é explícita", argumenta.

O mercado de combustíveis espanhol conta com 8.500 postos, 34 mil trabalhadores e três grandes companhias distribuidoras, sendo que 68% dos veículos são movidos a diesel, entre populares e com motores mais potentes. Na Europa, 90% das revendas são de propriedade das distribuidoras e, na Espanha, 70% dos postos são de revendedores, que têm contratos com as companhias. Lá, os impostos dos combustíveis correspondem a 60% e 65% do preço do produto.

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