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O consumidor é o principal patrimônio do estado e do comerciante. A seriedade é a única resposta adequada ao desafio de atendê-lo. Como já afirmava Abraham Lincoln: pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar a alguns por muito tempo, mas não é possível enganar a todos, sempre. Infelizmente, existem pessoas que acreditam ser possível enganar o tempo todo. Pior do que isto, há algumas autoridades que têm esta triste pretensão. E elas estão volta e meia expondo suas idéias em diferentes meios de comunicação, como que tentando tapar o sol com a peneira. Tentando camuflar realidades e erros, atrás de falácias e jargões pseudamente técnicos. Muitas vezes, no agitado ambiente de informações e manchetes, podem se sair bem. Mas sempre que as coisas são levadas para o nível da responsabilidade e da seriedade, a verdade acaba por impor-se. Nós, revendedores, temos sido, ao longo do tempo, feridos por tentativas esdrúxulas de maquiar a realidade com que algumas autoridades, ditas competentes, intentam disfarçar ou obliterar suas responsabilidades. Em 1996, tivemos o então Presidente da República e alguns governadores a tentar disfarçar os impactos de sua sanha arrecadadora, responsabilizando o mercado e, em especial, os revendedores. Ao longo de muito tempo seguiram com esse jogo perverso. Os indicados como culpados eram linchados, crucificados, mas nada podiam fazer para mudar a realidade. E essa terminava por impor-se. Agora, com o atual estágio do mercado e dos preços vigentes, nem um mágico como David Copperfield consegue ocultar o tamanho da sanha arrecadadora. É como tentar esconder um elefante numa sala de apartamento. Claro que ainda é possível que venhamos a ter alguém intentando culpar as pulgas pela falta de espaço. Mas já ninguém mais está acreditando. A grande solução é esta, ater-se à realidade e aos conceitos éticos. Não se deixar explorar pelos fornecedores e nem se deixar enganar por algumas autoridades ilusionistas, e manter-se compromissado com os interesses do consumidor.