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CPI ouve presidente do Sulpetro Capa
Dificuldades da categoria e respeito ao consumidor foram discutidos

Formação do preço dos combustíveis, formas de adul-teração, mercado inter-na-cional, carga tributária e os desafios enfrentados pelos proprietários de postos re-ven-dedores foram os pontos-chave apresentados pelo presidente do Sulpetro, An-tô-nio Goidanich, durante reu-nião da CPI dos Combustíveis, no dia 14 de dezembro, na Assembléia Legislativa.

 
 
“Como Sindicato, buscamos possibilitar a sobrevivência, no mercado, do revendedor honesto. E condenamos quando houver desrespeito ao consumidor”, frisou o presidente do Sulpetro, Antônio Goidanich.

Atendendo convite da Comissão, o dirigente explicou o funcio-namento do mercado no Brasil até 1991, quando havia tabelamento de preços por parte do governo federal. “A abertura de mercado não trouxe vantagens. Atualmente, o consumidor paga bem mais caro e temos um mercado que age com perigos”, comentou. Ele acrescentou que os postos não “inventam” os valores de venda de seus produtos e são obrigadas a comercializá-los por um preço que permita a sobrevivência do negócio. “E as distribuidoras tentam ter seu espaço. Como podem cobrar mais num local e menos em outro, fazem seu mix de lucratividade. Já o posto não pode fazer isso. Ele está no meio da guerra”, disse.

Goidanich afirmou também que o Sindicato recebe queixas sobre irregularidades no setor. “As informações são levadas ao conhecimento das autoridades competentes. Não é nosso papel ser juiz, legislador ou policial”, declarou. Ele reivindicou ainda maior fiscalização no setor. “Gasolina se transporta em caminhões, vagões, em navios. Não numa maleta”, alertou aos deputados. Ao final da sessão, sugeriu unificar as alíquotas de ICMS no País. “Há, ainda, mais os gastos com as estradas deterioradas, pois hoje se traz um produto de São Paulo, e custos brutais estão embutidos nisso”, argumentou.

Leia mais sobre a CPI nas páginas 3 e 4.

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