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Que fomos próativos e atentos. Como entidade, devemos estar satisfeitos. Trabalhamos intensamente e cumprimos nossos deveres. Os companheiros de diretoria contribuíram. Nossos funcionários e assessores mostraram senso de responsabilidade e até espírito de sacrifício. Mas, tivemos tristezas. Ao longo do ano, recebemos inúmeras manifestações de insatisfação e mesmo de desespero de alguns revendedores. Antigos e queridos companheiros que se mostram descrentes e desesperançados com o negócio. Que estão saturados de enfrentar a concorrência desleal. Que se sentem cercados e açoitados por adulteradores e sonegadores. Pessoas de boa índole revoltadas com as incompreensões. Esforçados empreendedores surpreendidos pela má-fé de alguns setores e pela insensibilidade decepcionante de algumas autoridades. O fim do ano reservava o pior. A notícia da insolvência de tradicionais comerciantes, no bojo da insanidade da concorrência predatória. Isso é, em definitivo, muito chocante. Comerciantes são, por definição, sobreviventes e estrategistas. Não devem e não podem ser mártires. Por isso, o choque. Mais do que nunca é preciso reagir. Mais do que nunca é preciso ter fé e ter esperança. Também racionalidade. Mas fé e esperança não são apenas bênçãos, são necessidade. Como oxigênio ou alimentos. Sem elas não sobrevivemos. Certamente, depois de todos esses anos podemos ter a certeza de que Deus nos agraciou com fé e esperança. Seguiremos lutando. Sindicatos e Federação. Seguiremos o duro trilho de audiências, reuniões e enfrentamentos. Como nas guerras, nossos mortos serão exemplos e estímulo.