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| Governador anuncia redução do imposto e usineiros aumentam álcool
O vice-presidente do Sulpetro, Adão Oliveira, recebeu jornalistas na sede da entidade, em 3 de janeiro, para falar da mudança tributária relativa ao ICMS sobre os combustíveis, anunciada no dia anterior, quando o governador Germano Rigotto assinou decreto reduzindo a alíquota em um ponto percentual. | |||||
Oliveira explicou que o ajuste do ICMS sobre os combustíveis, de 29% para 28%, levaria a uma redução de R$ 0,07 no preço final. Porém, esse imposto incide sobre a gasolina tipo A, à qual são adicionados 25% de álcool anidro para compor a gasolina C. Nos últimos 60 dias, o álcool subiu 38%, o que representa R$ 0,08 a cada litro da gasolina. Somado ao aumento anunciado pelos usineiros no dia 2 de janeiro, o litro do álcool anidro está R$ 0,16 mais caro, o que, na composição de custo da gasolina, deve representar um aumento de R$ 0,04. “Os preços praticados no varejo e nas distribuidoras são livres. O Sindicato não sugere preços aos postos, nem administra preços”, salientou. Embora no último dia 21 de dezembro o governo estadual tenha reduzido o preço presumido do litro da gasolina de R$ 2,88 para R$ 2,76, esse ainda é o maior do país. Em Santa Catarina é R$ 2,54 e no Paraná é R$ 2,48. “Os revendedores não têm condições de absorver o impacto, porque recebem a gasolina da distribuidora já com o aumento do álcool embutido. A tendência é repassar o mesmo percentual”, pondera. O vice-presidente do Sulpetro reconhece o esforço do governo estadual em reduzir valores dos combustíveis, mas o resultado poderá não se traduzir em queda de preço final ao consumidor. “Foi uma infeliz coincidência, e na redução do ICMS o governo agiu dentro da lei porque isso estava previsto”, constata. | |||||
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