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É dose! Palavra do Presidente
Muitos devem estar saudosos dos tempos em que os valores duravam. Alguns mais desconfia-dos dirão que o que ocorria não eram valores mais duradouros, mas mentiras que demoravam mais a serem descobertas. De qualquer forma, houve tempo em que as instituições, o governo, entre elas, tinham credibilidade pública.

 
 

Petrobras então era o xodó nacional. Orgulho e paixão da maioria dos brasileiros. Fator de ufanismo e de patriotismo. E, sem dúvida alguma, merecia a credibilidade que detinha. Nos difíceis anos 70, assegurou ao Brasil fornecimento, qualidade e preço justo. Eficiente e comprometida com os interesses nacionais, só recebia críticas dos mal intencionados agentes dos inexplicáveis interesses internacionais globalizadores que apareceram a partir do meio da década de 80. Também o Pró-álcool foi recebido com entusiasmo e ufanismo. Claro que muito mais de esperança do que de realidade. Sem qualquer dos merecimentos da Petrobras, recebeu, desde logo, as críticas dos mais esclarecidos, entre eles o Dr. Amaral Gurgel. Entretanto, durou e durou. Pior, segue durando. A Petrobras hoje merece críticas. Tendo abandonado sua vocação nacionalista, lucra de forma quase escandalosa com os preços absurdos, quase US$ 1,30 por litro, no caso da gasolina automotiva, pagos pelo consumidor brasileiro. Diga-se em sua defesa, e por justiça, que não é a maior responsável. Seria impossível equiparar-se ao afã arrecadador dos governos. Mas, e o Pró-álcool? E os usineiros? Como é possível que ainda continuem gozando de aceitação e credibilidade? Seqüências e seqüências de acontecimentos em três décadas, desde seus primórdios, deixaram claro seu desapego e descompromisso com os interesses nacionais e com o consumidor. Mas seguem pedindo financiamentos subsidiados, que nem sempre pagam. E recebem elogios e atenção do governo. Mas, e as autoridades? As autoridades aumentam abusivamente a carga impositiva vigente sobre os combustíveis. Depois, correm a buscar chifres em cabeças de cavalo e a explicação para os altos preços pagos pelo consumidor na administração dos postos. É dose.

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