 |
|
|
Devia ser proibida tanta ingenuidade em quem tem a responsabilidade de dar declarações. Devia ser punido com prisão o desconhecimento de causa de quem pousa de autoridade ou assina colunas de opinião. Ultimamente, vimos acompanhando o festival de opiniões sobre o álcool, o GNV e, em especial, o biodiesel. “Estamos fazendo estudos para adicionar até 3% de óleo vegetal ao diesel”. “O biodiesel e o álcool serão produzidos por pequenos agricultores como diversificação das culturas de subsistência”. “A gasolina que sobra podemos exportar”. Opinião repetitiva de alguns jornalistas após acidente em posto de GNV: “Na Venezuela e na Argentina, ninguém precisa correr o risco de usar gás, porque a gasolina é barata”. Mentiras. Mentiras. Mentiras. A Argentina é o maior mercado de GNV do mundo. A Venezuela tem um programa de uso automotivo de GNV, por motivos ecológicos, antigo e consistente. Os que opinaram mentiram e seguem mentindo. No Mato Grosso e no Paraná, já existem casos de misturas de 40% de óleo vegetal (soja) ao diesel ou até o uso de óleo vegetal puro em implementos agrícolas e caminhões. Algumas autoridades mentem. A produção de óleo vegetal, para ser possível, tem de ser feita em agricultura de escala, não em pequenas propriedades. Também a cana não é produzida em pequenas propriedades. Não haverá a salvação da agricultura familiar. Teremos, de modo efetivo, mais usineiros e os conseqüentes bóias-frias. A mais abjeta “plantacion” das épocas coloniais. Há autoridades que mentem e seguem mentindo. Exportar gasolina é mau negócio quando o preço do mercado interno é alto. Que essas autoridades parem de mentir e baixem os impostos. A gasolina terá preço melhor ao consumidor.