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Qualidade e empreendedorismo compõem gestão de sucesso Página Central
Informações sobre gestão do negócio, como disponibilizar serviços de qualidade e ser competitivo no segmento da revenda de combustíveis, alternativas para proporcionar segurança ao cliente, formas de reduzir custos no estabelecimento, modificações na legislação ambiental e tantos outros itens serviram de pauta para o “Seminário Técnico – Gestão Empresarial”, voltado aos revendedores da Região Metropolitana, no dia 21 de junho, em Porto Alegre.

 
 
Auditório João Daudt de Oliveira, na Sede Campestre do SESC, foi o cenário para a realização do “Seminário Técnico – Gestão Empresarial” com revendedores da Região Metropolitana de Porto Alegre, no dia 21 de junho

“Está muito complicado, hoje, lidar com o ser humano dentro das organizações. E a população também não está confiando nas instituições”, afirmou o coordenador estadual do Procon/RS, Alexandre Appel, ao iniciar sua palestra no encontro. Ele apresentou pesquisa do Ibope, de maio deste ano, em que os políticos compõem a classe com menor índice de confiança: 87%. Os médicos integram a categoria com maior per­cen­tual de confiança (85%), seguido pelos militares e forças armadas (75%) e jornais (74%).

Appel utilizou os dados para demonstrar a importância de devolver a segurança e tranqüilidade ao consumidor, no momento em que ele adqui­re produtos ou serviços. “Cada vez mais, temos de mostrar ao nosso cliente quem realmente é bom e quem é ruim”, justificou. Ele acrescentou que o consumidor do terceiro milênio considera-se um “sabichão” e, por isso, ele é o centro e a razão de todas as estratégias empresariais.

Relação empresa-cliente – Para o coordenador do Procon, quando um estabelecimento entende que, até mesmo uma necessidade, como o abastecimento de combustível, pode ser um ato de prazer para o consumi­dor, a organização deve investir em treinamento, com foco nas funções, no negócio, no cliente e na competitividade. Ele citou como exemplo o atendimento cordial de um frentista, que se ofereceu para buscar um produto na loja de conveniência para o cliente. “As empresas querem clientes satisfeitos, felizes, fiéis e torcedores, que farão a propaganda do estabelecimento sem ganhar nada para isso”, avaliou.

Para tanto, ele indica um astral criativo, sorridente e irreverente nas organizações, o investimento em tecnologia da informação e a rees­tru­turação do negócio para reduzir custos. “Atualmente, é necessário fazer mais com menos. É preciso estar atento às mudanças de mercado, à globalização, delegar tarefas, ter qualidade e se focar no cliente, pois se ele já nos escolheu, não podemos perdê-lo e temos de atendê-lo”, resumiu.

Não há vagas X Precisa-se – Appel ainda comparou duas situações distintas em que uma organização pode ser enquadrada. Quando não há vagas, os funcionários são considerados empregados, que compõem um grupo (mão-de-obra), há forte corporativismo e quem comanda o estabelecimento é o gerente. Por outro lado, quando a companhia é bem desenvolvida, os colaboradores são empreendedores, cooperativados, que formam um time (cérebro-de-obra) e a organização tem um líder.

Atuando como um elo entre o atual governo do Estado e a categoria da revenda de combustíveis, o ex-chefe da Casa Civil, Alberto Oliveira, foi o segundo convidado do Seminário, participando de maneira informal, respondendo dúvidas e ouvindo sugestões dos revendedores. “O setor de combustíveis é a primeira receita gaúcha, sendo responsável por entre 24 e 26% da arrecadação bruta”, comentou. No entanto, ele se mostrou preocupado – como integrante do governo e como revendedor, pois é proprietário de um posto em Igrejinha – com a necessidade de se combater a sonegação fiscal e a adulteração de combustíveis no Rio Grande do Sul.

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