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Perguntas sérias sobre biodiesel Palavra do Presidente
Um eterno ditado brasileiro diz: “quanto maior o coqueiro, maior é o tombo do coco”. O significado é uma chamada à precaução contra o excesso de confiança e arrogância, ou contra o simples desaviso e despreparo.

 
 

Outra preciosidade reza que “Deus, quando quer punir um homem, cega-o pela vaidade”. Não há exaltação, apenas a advertência da necessidade de espírito crítico e senso de realidade. O entusiasmo desmesurado, a euforia imotivada e a exaltação exagerada geram fatalmente ressaca de decepções. O recente exemplo de nosso selecionado nacional, eivado de craques salientes, de individualidades maravilhosas e de comportamentos deslumbrados, mas parco de senso crítico, de precaução e interesse pela realidade, é marcante. Resultou em decepção, em frustração agônica. As coisas que devem ser feitas, devem ser bem feitas, com análises criteriosas de riscos. Não com mergulhos otimistas no desconhecido. O tema do biocombustível está sendo vendido ao País como uma solução fantástica. Seremos a maior potência energética do mundo. A enorme riqueza de petróleo não tornou o Iraque ou a Venezuela países de primeiro mundo. As riquezas representadas pelos minérios ou a agricultura de extensão, por si só, não fizeram a felicidade de povo algum. Os países desenvolvidos e com qualidade de vida resultaram de políticas de escolhas prudentes e embasadas na experiência. Devem ser avaliadas, com cuidado, a forma de produzir e a forma de comercializar o biodiesel, a forma de tributar e os possíveis impactos ecológicos e sociais. Temos, no Brasil, uma rede varejista de mais de 30 mil postos, que gera 350 mil empregos diretos, atende adequadamente o consumidor, é responsável por uma enorme arrecadação de impostos aos cofres públicos. Qual o reflexo para este mercado? Qual é o reflexo para a arrecadação de impostos? Hoje, já se convive com adulteração, contrabando e sonegação. Qual a capacidade para controlar esse novo mercado? Qual a possibilidade de o comerciante honesto nele sobreviver? São perguntas que não podem calar.

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