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Final de ano fiscal Contas em Dia
Momento exige cuidados especiais por parte dos revendedores

Estamos chegando ao final do ano de 2006. No aspecto fiscal, tivemos o Refis III e o Simples Gaúcho que, como idéia, foi bem pensado, mas que, na praticidade, pode causar perda de mercado para as pequenas empresas fornecedoras de mercadorias.

 
 
Celso Arruda Consultor Contábil e Fiscal do Sulpetro

Para as empresas, o final do ano representa a proximidade de fechar seus balanços contábeis, o que requer cuidados especiais para que essas demonstrações financeiras reflitam o que aconteceu com elas, que podem representar a diferença entre um futuro tranqüilo ou preocupante, perante as exigências da fiscalização.

Nesse aspecto, recomendamos os seguintes cuidados e providências:

• Realizar levantamento físico das mercadorias em estoque, para fins de escrituração do livro Registro de Inventário, conforme determina a legislação.

• Conciliar os valores dos estoques levantados, mais os estoques de combustíveis demonstrados no LMC, com os dados da contabilidade. Diferenças entre registros fiscais e contábeis dentro da própria empresa são inconcebíveis, inaceitáveis, e causa de sérios problemas com o fisco.

• Conciliação dos valores existentes nas contas correntes bancárias e nas contas de aplicações financeiras com os registros contábeis. Idéias “geniais” de não reconhecer movimentações bancárias e de não declarar aplicações financeiras são totalmente ultrapassadas e burras, pois hoje os controles fiscais são eficientíssimos. Omissões dessa ordem são classificadas como omissão de receitas, podendo levar à desclassificação dos registros contábeis e tributação de impostos, com multas que podem chegar a 150% do valor do imposto apurado como omissão.

• Conciliação dos saldos das contas correntes dos sócios e/ou administradores com os dados que constarão de suas respectivas declarações de imposto de renda, pois a Receita Federal poderá exigir, no futuro, explicações para eventuais divergências em valores informados pelas pessoas jurídicas e pelas físicas.

Faço essas recomendações porque, em trabalhos realizados por diversas empresas, verifico que esses fatos ocorrem com bastante freqüência, o que torna os registros contábeis e fiscais das empresas frágeis e geradores de problemas e passivos fiscais.

Celso Arruda

Consultor Contábil e Fiscal do Sulpetro

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