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| Quando álcool e drogas atingem os funcionários | Página Central | ||||
| Alcoolismo e drogadição são problemas sérios, que aumentam o número de faltas ao trabalho, fazem crescer o número de vezes que o funcionário utiliza o plano de saúde, o que aumenta os custos com assistência médica, e são a causa de acidentes no próprio empregado ou ferimentos a terceiros, entre outros fatores. No entanto, como se trata de uma questão de saúde, o empregador não pode solicitar exames ou demitir por justa causa. | |||||
O consumo de álcool afeta o comportamento dos empregados: atestados, acidentes de trabalho, quedas na produção, conflitos familiares, agressões, dificuldades financeiras, problemas de saúde, aposentadoria por invalidez e outros. De acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão excessiva de álcool é a terceira causa de mortes no mundo, atrás apenas do câncer e das doenças cardíacas. Drogas permitidas - é expressivo o número de usuários no País, sendo que o Brasil detém o primeiro lugar do mundo no consumo de destilados cachaça. Dentre elas, o álcool representa 65,2% dos casos. Ele interfere na concentração no trabalho e os alcoolistas estão na faixa de maior produtividade do individuo, entre 25 e 45 anos. Acidentes, diminuição da produtividade, problemas de relacionamento e de segurança. Esses são alguns dos efeitos que a dependência química provoca no ambiente de trabalho. Estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que: usuários de drogas e álcool faltam ao trabalho de duas a três vezes mais; funcionários com dependência química utilizam assistência médica ou seguro-saúde três vezes mais; 20% a 25% dos acidentes envolvem pessoas intoxicadas, que se machucam sozinhas ou ferem outras; a oferta de drogas e álcool durante o expediente contabiliza de 15% a 30% de todos os acidentes de trabalho. O álcool também é responsável pela maioria dos acidentes de trânsito, porque altera a percepção do espaço, do tempo e a capacidade de enxergar. As conseqüências do abuso de bebida no trabalho têm motivado muitas empresas a implantar programas preventivos para diagnosticar precocemente e encaminhar os trabalhadores com problema para tratamento. Legalizar droga não é a solução - Mesmo sendo uma droga permitida, não existe dose segura de álcool. Para o psiquiatra Ângelo Campana, chefe da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, a legalização das drogas consideradas ilegais não é a solução: “A regulamentação não resolveu em lugar nenhum do mundo. Pode diminuir brigas entre traficantes, mas, do ponto de vista médico, somos contra.” Quase a totalidade das internações por álcool (96%) ocorre antes dos 30 anos, faixa em que o adulto ainda é jovem e produtivo. O álcool está presente em 50% das mortes com jovens ocorridas não só em acidentes, mas em homicídios e outras violências. | |||||
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