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Equipamentos para revendas: FABRICANTES SEGUEM A LEI Entrevista - Antonio Bragança
A Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos para Postos de serviços (Abieps) foi fundada em agosto de 2001, por um grupo de empresários que congrega as principais indústrias de equipamentos para postos. o diretor de Conveniência da instituição, engenheiro Antonio Bragança, que atua no segmento de distribuição de combustíveis há 18 anos, especificamente com bombas abastecedoras, analisa o sistema de metrologia do país para o setor e comenta sobre as tendências de mercado.

 
 

Conte um pouco da história do segmento.

No Brasil, a distribuição de combustíveis, através de bombas abastecedoras, teve inicio com a instalação do primeiro equipamento, em 1921, no Rio de Janeiro, com bandeira Esso. A indústria seguiu investindo em desenvolvimento, a partir de sistemas de bombeamento e medição bastante elementares, com receptáculos de vidro calibrados. Passou por sistemas mecânicos de engrenagens e rodas numeradas, até os modernos medidores com calibração eletrônica, hoje disponíveis no mercado. Nosso mercado é servido por empresas especializadas, todas elas com fabricação local, algumas com presença internacional, pela exportação de seus equipamentos.

Qual sua avaliação sobre o sistema de metrologia do país?

No Brasil, temos um sistema muito bem estruturado, onde o processo de abastecimento de combustíveis é regulamentado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado interministerial, que é o órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro), criados pela Lei 5.966, de 11 de dezembro de 1973. Bastante ativo, atua em apoio à indústria por intermédio do Programa de Avaliação de Conformidade, exigindo que produtos, como bombas abastecedoras, bicos de abastecimento, balanças e outros equipamentos de medição cumpram exigências legais e sejam certificados. Seus quadros de pessoal ultimamente vêm se renovando, permitindo, com isto, maior mobilidade e velocidade no atendimento das demandas da indústria. A crítica, que não podemos deixar de registrar, fica com a necessidade de revisão do regulamento técnico metrológico para bombas de abastecimento de combustíveis, portaria esta editada em 1985, sob o número 023. Empresas exportadoras sofrem por não poderem contar com o Inmetro na certificação de seus produtos, segundo as últimas recomendações do OIML, entidade internacional de metrologia, obrigando com isto que as empresas tenham que recorrer a organismos especializados em países que já se adequaram, como, por exemplo, o NMI na Holanda, onerando de maneira significativa os custos de certificação e, com isso, perdendo em competitividade.

Existem empresas que não são certificadas pelo Inmetro?

Todas as empresas que atuam no segmento atendem à legislação; este problema não existe para o setor de fabricação de equipamentos.

E para o mercado GNv? A produção destes equipamentos é algo mais recente do que as bombas de combustíveis líquidos. A fabricação já surgiu com a interferência do órgão verificador?

A tecnologia de compressão de gás natural nasceu na Itália e remonta à década de 1930, seguida pela Argentina, mais recentemente. Esta tecnologia, em seus países de origem, foi acompanhada por uma legislação que estabeleceu requisitos técnicos para o uso do gás como combustível. A introdução destes equipamentos, no Brasil, vem sendo acompanhada pelo Inmetro desde as primeiras instalações. As regras para os equipamentos de GNV são diferentes, cada um com seus regulamentos específicos.

Entre as ações da Abieps estão divulgar e promover novas tecnologias. Quais são as tendências para o setor?

A Abieps participa e promove eventos para divulgação das novas tecnologias e dos avanços no segmento de distribuição de combustíveis em feiras, seminários, workshops e matérias publicadas. As tendências sinalizadas, por ocasião das últimas mostras, apontam para as ilhas dos postos, onde bomba e filtros aparecem em destaque, como elementos de apoio de marketing na fidelização e promoção, não apenas de produtos na bomba, como também dos demais itens disponíveis no posto. Equipamentos com linhas e visuais arrojados passam a ser um diferencial importante nos postos modernos, que oferecem os mais variados serviços, com isso capitalizando a boa percepção do cliente já no momento do abastecimento.

Como o Rs se posiciona na produção de equipamentos para postos e também na compra destes?

Para este tipo de equipamentos, a fonte de suprimento se encontra localizada principalmente no eixo Rio/São Paulo. Vale ressaltar a ótima cadeia de representantes, distribuidores e instaladores - alguns certificados - que representam importante papel na venda, instalação e manutenção para o setor. De modo geral, os empresários gaúchos têm demonstrado bastante interesse e acompanham de perto as tendências, investindo em equipamentos que promovem o que chamamos de transformação de posto de combustível para posto de serviços. Atentos para as mudanças do perfil de exigência e de consumo, passam a servir, por meio de equipamentos modernos, em ambientes claros, limpos e seguros, que são interpretados, por seus clientes, como confortáveis e convenientes para compras, os quais, nas condições anteriores, dificilmente os atrairiam.

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