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| Ocorreram várias uniões entre distribuidoras que modificaram o perfil do mercado em pouco mais de dez anos. | |||||
As fusões entre as distribuidoras, iniciadas em 1994, coincidem com o início da queda do monopólio do petróleo e da abertura do mercado de refino, distribuição e revenda de combustíveis no Brasil. São frutos obrigatórios da mudança do tipo de negócio que existia até então, que era cativo, fechado, para o de livre concorrência, aberto.
Até o início da década de 1990, tínhamos seis distribuidoras de combustíveis operando no Brasil, sendo duas nacionais, com 55% do mercado (BR e Ipiranga) e quatro internacionais (Atlantic, Esso, Shell e Texaco), situação que vem sendo alterada nesses últimos dez anos. O País tem, atualmente, mais de 250 distribuidoras, número que começa a diminuir, fato esperado por quem acompanha estes movimentos nas mais diversas áreas, como bancos, supermercados e empresas de transporte, por exemplo.
Em nosso ramo de atividade, as fusões e anexações começaram com a compra da Atlantic pela Ipiranga, a qual no ano passado foi vendida parte para a Ultra (Sul e Sudeste) e parte para a BR (Centro-Oeste, Norte e Nordeste). Seguiu-se a compra da Dalçóquio pela BR, que tempos depois passou parte destes postos para a Repsol. Depois veio a fusão mundial da Texaco com a Chevron, mantendo a marca Texaco aqui, sendo que agora esta distribuidora no Brasil foi vendida para o Grupo Ultra, leia-se Ipiranga, em distribuição e revenda de combustíveis.
Recentemente, o grupo Exxon Mobil vendeu a distribuidora brasileira Esso para o grupo Cosan, grande produtor de açúcar e de álcool, tanto hidratado como anidro, sendo que este último é componente de 25% de toda gasolina comercializada no Brasil.
Carlos Trindade, consultor de empresas de combustíveis e energia. | |||||
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