FORMAÇÃO DE PREÇOS - GASOLINA "C"
                  Base: Ato Cotepe N° 04, de 09/02/06 - DOU de 10/02/06 e Pesquisa da ANP de 11/02/2006
Vigência a partir de 16 de Fevereiro de 2006
UF 75% Gasolina A 25% Alc. Anidro 75% CIDE 75% PIS/COFINS Carga Custo para                         Margem Bruta  
ICMS Distribuição Distribuição Revenda
AC 0,7553 0,3076 0,2100 0,1962 0,7044 2,1736 0,1944 0,4800
AL 0,7296 0,2901 0,2100 0,1962 0,7423 2,1682 0,1018 0,4670
AM 0,7542 0,3026 0,2100 0,1962 0,6425 2,1055 0,1555 0,3090
AP 0,7553 0,3014 0,2100 0,1962 0,6425 2,1054 0,2206 0,2450
BA 0,7230 0,2964 0,2100 0,1962 0,6901 2,1156 0,1034 0,3110
CE 0,7337 0,2964 0,2100 0,1962 0,7285 2,1648 0,1052 0,3870
DF 0,7941 0,2691 0,2100 0,1962 0,6628 2,1321 0,1269 0,3890
ES 0,7511 0,2766 0,2100 0,1962 0,6757 2,1095 0,1505 0,2660
GO 0,7934 0,2666 0,2100 0,1962 0,6886 2,1547 0,0743 0,3260
MA 0,7241 0,3001 0,2100 0,1962 0,6993 2,1297 0,0833 0,3400
MT 0,7920 0,2866 0,2100 0,1962 0,7021 2,1869 0,1661 0,5780
MS 0,7920 0,2716 0,2100 0,1962 0,7008 2,1706 0,1434 0,4520
MG 0,7436 0,2691 0,2100 0,1962 0,6430 2,0618 0,1102 0,2250
PA 0,7397 0,2976 0,2100 0,1962 0,7946 2,2381 0,1139 0,2320
PB 0,7230 0,2926 0,2100 0,1962 0,6868 2,1086 0,0704 0,4170
PE 0,7230 0,2926 0,2100 0,1962 0,7057 2,1275 0,0435 0,4640
PI 0,7230 0,2976 0,2100 0,1962 0,6675 2,0943 0,0697 0,4920
PR 0,7409 0,2703 0,2100 0,1962 0,6717 2,0890 0,081 0,2010
RJ 0,7304 0,2691 0,2100 0,1962 0,8005 2,2061 0,1029 0,1990
RN 0,7336 0,2926 0,2100 0,1962 0,6408 2,0732 0,0928 0,3930
RO 0,7553 0,3064 0,2100 0,1962 0,6663 2,1341 0,1659 0,3860
RR 0,7553 0,3089 0,2100 0,1962 0,7200 2,1904 0,2286 0,4510
RS 0,7478 0,2728 0,2100 0,1962 0,7609 2,1878 0,1492 0,3470
SC 0,7534 0,2741 0,2100 0,1962 0,6550 2,0886 0,1304 0,3550
SE 0,7230 0,2926 0,2100 0,1962 0,6744 2,0962 0,1428 0,2680
SP 0,7527 0,2666 0,2100 0,1962 0,6040 2,0294 0,1046 0,2410
TO 0,7553 0,2691 0,2100 0,1962 0,6701 2,1007 0,1133 0,4750
 
Legenda:
    Carga de ICMS caculada a partir da Margem de Valor Agregado (MVA)
   Valores em Reais
   Margens médias calculadas a partir da  Pesquisa de Preços da ANP - Agência Nacional do Petróleo (www.anp.gov.br), de 11/02/2006
   Fretes Incluídos nas margens correspndentes
A gasolina comercializada nos postos revendedores, comum ou aditivada, denominada gasolina "C", é composta por 75% de gasolina "A" (gasolina pura, da refinaria) e 25% de álcool anidro. O Rio Grande do Sul não é um Estado produtor de álcool, necessitando importar de outras regiões, principalmente do Estado de São Paulo. O custo do transporte do Álcool de um Estado produtor até o Rio Grande do Sul custa, em média, R$ 0,10 a R$ 0,12 por litro. Este valor (frete) não integra o custo do produto, sendo patrocinado pelas margens praticadas.
 
ÁLCOOL - VARIAÇÃO DE PREÇOS Com a advento do carro "flex-fuel" , que já responde pela maioria dos carros novos comercializados, e a crescente exportação de álcool, provococaram um aumento na demanda pelo produto, ocasionando a elevação dos preços do álcool hidratado e também da gasolina (a gasolina tem 25% de álcool anidro em sua composição). É previsto ainda um aumento em torno de 10% até o final de janeiro de 2006 conforme noticiado na imprensa em 27/12/2005
 
Carros com motor flex elevam vendas de álcool em 26,26% Alaor Barbosa (O Estado de S. Paulo) As vendas de álcool hidratado pelas distribuidoras de combustíveis deram um salto de 110 milhões de litros em dezembro, atingindo 530 milhões, informou a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Isso indica aumento de 26,26% em apenas um mês: em novembro, as vendas das distribuidoras somaram 419 milhões de litros. Segundo especialistas do setor, além do aumento da frota de carros bicombustível, o forte aumento nas vendas em apenas um mês resultou das mudanças na fiscalização da ANP. Com as exigências da indústria automobilística, o setor foi obrigado a "colorir" o álcool anidro (misturado à gasolina) a partir de janeiro para que não fosse vendido como hidratado. O comportamento atípico de dezembro nas vendas de álcool hidratado só acentuou um movimento observado desde o início de 2004, com a aceleração nas vendas dos automóveis bicombustível, que demandam mais álcool. Pelos dados da ANP, o consumo médio de álcool hidratado no País em 2005 oscilou em torno de 388 milhões de litros mensais, totalizando 4,658 bilhões no ano, com aumento de 8,37% em relação a 2004. Em 2003 a média mensal de consumo ficou em 270 milhões de litros. Em dois anos, portanto, as vendas aumentaram quase 120 milhões de litros mensais. Com o forte aumento das vendas no final do ano passado, a participação do álcool hidratado em relação à gasolina C subiu para 21,75% em dezembro (530 milhões de litros e 2,437 bilhões, respectivamente), aumento de 4,5 pontos porcentuais em relação a dezembro de 2004. Ao todo, considerando o álcool hidratado e o álcool anidro (misturado à gasolina C à razão de 25%), as vendas de álcool combustível no ano passado atingiram 10,57 bilhões de litros. Em 2004 as vendas somaram 10,08 bilhões de litros, conforme os dados da ANP.
 
Medida para evitar fraude impulsionou alta do álcool - Por Sonia Racy (O Estado de S. Paulo) - Não é só de demanda forte que vive o preço alto do álcool anidro. É também de um processo de superestocagem, que vem sendo feito por algumas distribuidoras "diferenciadas": aquelas mesmas que adoram não pagar impostos, segundo revelou ontem a esta coluna alta fonte do governo Lula. "Descobrimos que esse movimento começou há quase dois meses porque amanhã (hoje) entra em vigor a determinação da ANP que torna obrigatória a adição de corante laranja ao álcool anidro misturado à gasolina", explica a mesma fonte. O que fará o governo com essa descoberta? Ainda não há uma decisão a respeito: a questão está em discussão nos órgãos federais competentes. O fato é que o "tingimento" proposto pela ANP, e aprovado por consenso pelos representantes do setor, no dia 8 de novembro de 2005, tem o objetivo de estancar irregularidades no mercado de álcool. A ANP descobriu que estavam transformando ilegalmente o álcool anidro em álcool hidratado, com a colocação de água, uma fraude conhecida como "álcool molhado". Uma falcatrua que movimenta hoje algo como R$ 1 bilhão. Não que não haja aumento da demanda. O próprio governo, ao ventilar a hipótese de diminuir o álcool misturado à gasolina de 25% para 20%, admite a falta do produto. Mas consta que o Ministério de Minas e Energia desistiu de tomar qualquer medida mais agressiva, como a de reduzir a quantidade de álcool misturado à gasolina, confiscar estoques ou importar o produto. Vai tentar compor com o setor já que a falta de álcool também é fruto da entressafra: a moagem da nova safra começa somente em abril. Produtores de álcool da região de Ribeirão Preto confirmam que desde novembro vem se registrando um aumento excessivo e difícil de calcular da compra de álcool anidro por distribuidoras "menos conhecidas". "Elas estocaram para continuar desovando gasolina com anidro aditivo fraudado. As usinas tradicionais saíram do mercado e deixaram de vender anidro para quem não conheciam. Mas as usinas novas, descapitalizadas, venderam, e muito", revela um importante usineiro.
 
AS informações aqui apresentadas são obtidas a partir de sites oficiais da ANP e publicações do Diário Oficial da União, complementadas por análises da FECOMBUSTÍVEIS e SULPETRO. Esta página encontra-se em fase experimental e pode conter incorreções. Não utilizar as informações sem conferir nos sites oficiais.